R$ 400 milhões em prejuízo: o ataque que paralisou uma das maiores farmácias do Brasil
Em 2025, o Grupo Jorge Batista perdeu R$ 400 milhões em um único ataque ransomware. Entenda em 4 minutos por que 15% das empresas atingidas fecham as portas.
Em 2025, o Grupo Jorge Batista — dono das Farmácias Globo, gigante do varejo farmacêutico no Piauí — foi atingido por um ataque ransomware do grupo Gunra. Os sistemas foram sequestrados. Pedidos pararam de entrar. Vendas pararam de acontecer.
O recado dos criminosos foi direto: pague o resgate, ou apagamos tudo.
O prejuízo estimado da operação? R$ 400 milhões.
E aqui está o detalhe que muito executivo brasileiro ainda não absorveu: isso não é mais exceção. É padrão.
Os números que mudam a conversa
O Brasil registrou 51 vítimas confirmadas de ransomware em 2023. Em 2024, foram 135. Em 2025, ultrapassamos esse número antes mesmo de fechar o ano. Estamos falando de organizações públicas e privadas — hospitais, varejistas, indústrias, prefeituras, bancos.
Segundo o estudo State of Ransomware 2025 da Sophos, 66% das empresas brasileiras atingidas pagaram o resgate. Não porque quiseram. Porque era pagar ou fechar.
E quando o IBM Cost of Data Breach 2024 calculou o custo médio de recuperação de um ataque desses no Brasil, chegou a R$ 6 milhões — sem contar reputação, sem contar clientes perdidos.
Dados não oficiais indicam que 15% das pequenas e médias empresas vítimas de ransomware simplesmente fecham as portas. Não é figura de retórica. É estatística.
Como o ataque funciona, em três frases
Criminoso invade o sistema da empresa por uma porta qualquer (e-mail malicioso, senha fraca, falha não corrigida). Em vez de roubar dados na hora, ele se espalha silenciosamente por dias ou semanas, mapeando tudo — incluindo onde estão os backups. Quando decide atacar, criptografa todos os dados ao mesmo tempo, inclusive os backups, e exige resgate em criptomoeda.
A parte que mais derruba empresa: os backups quase sempre são atingidos junto.
O mito do backup que não protege
Quase toda empresa brasileira diz ter backup. A maioria está enganada sobre o que isso significa.
Backup que está conectado à mesma rede da produção é vulnerável. Backup que usa as mesmas credenciais do sistema principal é vulnerável. Backup que ninguém testou restaurar nos últimos 12 meses pode simplesmente não funcionar quando você precisar.
E quando a hora chega — e ela chega — você descobre tudo isso ao mesmo tempo, no pior momento possível.
A pergunta que separa quem sobrevive de quem fecha
Se o seu sistema principal fosse sequestrado agora, você consegue, com certeza absoluta:
- Restaurar todos os dados a partir de um backup limpo?
- Ter sua operação rodando em até 24 horas?
- Garantir que o backup não vai ser atingido junto?
- Operar sem precisar pagar o resgate?
Se você não consegue responder "sim" para as quatro perguntas, sua empresa está vulnerável agora.
O custo de estar preparado vs. o custo de não estar
Implementar uma estratégia de proteção contra ransomware decente — backups isolados, plano de resposta a incidentes, testes regulares de restauração, segmentação básica de rede — costuma custar entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, dependendo do porte.
O custo médio de um ataque bem-sucedido no Brasil é R$ 6 milhões.
O custo do Grupo Jorge Batista foi R$ 400 milhões.
Não tem dúvida sobre qual lado dessa equação faz sentido investir.
O que separa quem sobrevive
Empresas que enfrentam ransomware e saem inteiras do outro lado têm três coisas em comum:
Backup que o atacante não alcança. Armazenado fora da rede principal, com credenciais diferentes, idealmente em outro provedor. Quando a produção cai, esse backup está intacto.
Plano testado. Não basta ter backup — é preciso saber, com cronômetro na mão, quanto tempo leva para restaurar. Empresa que nunca testou descobre na hora do desespero que o processo demora 5 dias.
Detecção precoce. O ataque não acontece "do nada". Tem semanas de movimentação suspeita antes. Monitoramento decente captura sinais antes que o estrago seja feito.
Tudo isso é resolvível. O que não é resolvível é o que acontece quando a empresa descobre que não tem nada disso depois que o ataque já aconteceu.
Onde a NexGuard entra
A gente faz exatamente o trabalho que diferencia quem sobrevive de quem fecha as portas: avalia a real capacidade de recuperação da sua empresa, identifica os pontos críticos de exposição, e entrega um plano de fortalecimento priorizado pelo risco.
Em algumas semanas, você sai do território "espero que não aconteça" para "se acontecer, eu sei o que fazer". Sem complicação técnica, sem promessa vazia.
Quer descobrir se sua empresa sobreviveria a um ransomware hoje? Agende uma conversa de 20 minutos. Honesta, direta, sem termo técnico.
Porque depois que a tela escreve "seus arquivos foram criptografados", o tempo de planejar acabou.
Fontes: ESET WeLiveSecurity, Sophos State of Ransomware 2025, IBM Cost of Data Breach 2024, Lupa1 (caso Grupo Jorge Batista).