Pular para o conteúdo
NexGuard NexGuard

Segurança em cloud: os erros mais comuns em AWS e GCP

A maioria dos vazamentos em nuvem não vem de um hacker genial — vem de uma configuração errada. Os erros que mais encontramos em AWS e GCP, e como corrigir cada um.

Guilherme Ferreira 5 min de leitura

A nuvem não é insegura. As configurações padrão é que raramente são seguras — e a velocidade com que se cria recursos faz com que erros se multipliquem antes de alguém revisar. A esmagadora maioria dos incidentes em cloud que investigamos não envolve nenhuma técnica sofisticada: envolve uma porta deixada aberta por descuido.

Aqui estão os erros que mais encontramos em ambientes AWS e GCP — com a correção direta de cada um.

1. Armazenamento exposto publicamente

O clássico que nunca sai de moda: buckets S3 (AWS) e Cloud Storage (GCP) com acesso público quando deveriam ser privados.

  • Backups, dumps de banco e exports de dados pessoais expostos à internet.
  • Permissões herdadas que tornam público sem ninguém perceber.

Como corrigir:

  • AWS: ative Block Public Access no nível da conta, não só do bucket.
  • GCP: use Public Access Prevention organizacional.
  • Audite periodicamente o que está realmente público — não confie na intenção.

2. IAM com permissões excessivas

O segundo erro mais perigoso: identidades com muito mais poder do que precisam.

[PERIGOSO]  "Action": "*",  "Resource": "*"      # acesso total
[CERTO]     permissões mínimas para a tarefa específica
  • Roles de aplicação com privilégios de administrador.
  • Usuários humanos com acesso direto a produção.
  • Service accounts (GCP) reutilizadas entre serviços distintos.

Como corrigir: aplique least privilege. Comece restritivo e libere sob demanda. Use ferramentas de análise de acesso (IAM Access Analyzer na AWS, Policy Analyzer no GCP) para encontrar permissões nunca usadas.

3. Segredos no lugar errado

Chaves de API, senhas e tokens em variáveis de ambiente em texto puro, em arquivos de configuração versionados, ou hardcoded no código.

Como corrigir:

  • Use Secrets Manager (AWS) ou Secret Manager (GCP).
  • Rotacione credenciais regularmente.
  • Escaneie o repositório para segredos vazados (e rotacione tudo que aparecer).

4. Falta de MFA em contas privilegiadas

Conta root da AWS ou superadmin do GCP sem MFA é um convite. Uma única credencial vazada compromete todo o ambiente.

Como corrigir: MFA obrigatório para root/admin, e idealmente para todos. Trave a conta root e use identidades federadas (SSO) no dia a dia.

5. Logging e monitoramento desligados

Você não pode investigar o que não registrou. Muitos ambientes têm CloudTrail (AWS) ou Cloud Audit Logs (GCP) parciais ou desativados — e descobrem isso justamente quando precisam dos logs.

Como corrigir:

  • Ative audit logs em todas as regiões e serviços.
  • Envie para um bucket separado, com acesso restrito e imutável.
  • Configure alertas para ações sensíveis (mudança de IAM, desativação de logs, acesso à root).

6. Grupos de segurança / firewall abertos demais

Portas administrativas (SSH 22, RDP 3389) ou bancos de dados expostos a 0.0.0.0/0.

Como corrigir: nada de acesso administrativo direto da internet. Use bastion host, VPN ou serviços como Session Manager (AWS) / IAP (GCP). Restrinja por IP.

7. Ausência de baseline e drift

Tudo configurado certo no dia um — e degradado seis meses depois, porque cada mudança manual afastou o ambiente do padrão seguro.

Como corrigir: defina um baseline com Infrastructure as Code (Terraform), detecte drift automaticamente e use guardrails (AWS Config / Organization Policies no GCP) que impedem configurações inseguras na origem.

O padrão por trás de tudo

Repare que nenhum desses erros exige um atacante brilhante. Todos são fruto de velocidade sem revisão. A nuvem premia quem entrega rápido — e pune quem não revisa. A correção, em quase todos os casos, é a mesma filosofia: padrão seguro por design, privilégio mínimo e auditoria contínua.


Como a NexGuard pode ajudar

Na NexGuard, fazemos revisão de configuração de nuvem (AWS e GCP) que vai além do checklist automático: avaliamos IAM, exposição de dados, logging, segmentação de rede e drift contra um baseline seguro — mapeando cada risco com prioridade e caminho de correção.

E quando o seu time corrige, validamos. Você sai sabendo exatamente onde estava exposto e com a confirmação de que as portas certas foram fechadas.

👉 Quer saber quais portas estão abertas no seu ambiente de nuvem? Fale com a NexGuard e agende uma revisão de segurança cloud.

Continue lendo

Artigos relacionados

Blue Team

Vazamento de dados: as primeiras 72 horas

As primeiras horas de um incidente definem o tamanho do prejuízo. Um playbook objetivo para conter, investigar e notificar.

5 min de leitura
Aplicar na prática

Quer aplicar isso na sua empresa?

Marque um diagnóstico gratuito. Em 15 minutos identificamos os pontos críticos do seu ambiente e desenhamos um plano executável.

Mensagem recebida.

Vamos responder em até 8h úteis. Para urgências, use o WhatsApp.

Ao enviar, você concorda com nossa política de privacidade.